segunda-feira, 6 de junho de 2016

GASLIGHTING – O QUE É E COMO SE DEFENDER?


  • “Isso é coisa da sua cabeça!”
  • “Tem certeza disso? Você vive confundindo e esquecendo as coisas…”
  • “Você tá maluca, isso nunca aconteceu.”






Gaslighting é um termo que a literatura clínica usa para identificar manipulação psicológica de pessoas que fazem suas parceiras duvidarem sobre a veracidade de um fato ou acontecimento, e até mesmo, duvidar da própria sanidade.
O termo vem da peça de teatro Gás Light (1938), em que um marido tenta deixar sua mulher louca diminuindo todas as luzes a gás da sua casa, e então, negando que a luz tenha mudado quando a sua esposa aponta a diferença. É umabuso emocional muito eficiente que faz com que a vítima questione suas próprias percepções, sentimentos e sanidade, dando poder ao abusador. Uma vez que o parceiro abusivo tenha conseguido fazer a vítima perder a habilidade de confiar em suas próprias percepções, passa a ser muito mais provável que ela permaneça nesse relacionamento.
  • Técnicas usadas pelo abusador
  • Negação: “Eu não quero ouvir isso de novo” ou “Você está tentando me confundir”. Acontece quando o parceiro abusivo finge não entender ou se nega a ouvir a parceira(o).
  • Contestação: “Sua memória é ruim, você tá enganada!”. O parceiro(a) abusivo questiona a memória da vítima, ainda quando ela se lembra das coisas corretamente.
  • Desvio: “Essa é mais uma ideia maluca que te fulana te deu, né?” ou “Você está imaginando coisas de tanto conviver com fulano”. Ocorre quando o parceiro(a) abusivo muda de assunto ou questiona os pensamentos da vítima.
  • Banalização: “Você vai ficar brava por algo tão bobo?” ou “Nossa, você é muito sensível”. Acontece quando o parceiro(a) abusivo faz as necessidades ou ou sentimentos da vítima parecerem sem importância e banais.
  • Esquecimento: “Não faço ideia do que você está falando” ou “Isso é coisa da sua cabeça”.  O parceiro(a) abusivo finge ter esquecido o que realmente aconteceu ou nega coisas, como promessas feitas à vítima.
O abuso acontece de forma muito gradual numa relação, inclusive, as ações do parceiro(a) abusivo podem parecer inofensivas ao primeiro olhar. Porém, ao passar do tempo,  esses padrões abusivos continuam e sua vítima pode acabar ficando confusa, ansiosa, isolada e deprimida, podendo perder toda a noção do que está acontecendo ao seu redor. Então ela começa a se apoiar cada vez mais no parceiro abusivo para definir a realidade, o que cria um ciclo difícil de ser quebrado.
É importante começar a reconhecer os sinais e aos poucos aprender a confiar em si mesma de novo para que a vítima se liberte. Segundo o psicalista, PhD, e autor do livro The Gaslight Effect , Robin Stern, os sinais do abuso incluem:
Você duvida de si mesma com frequência.
  • Você se pergunta “Eu sou emotiva demais?” várias vezes ao dia.
  • Você constantemente se sente confusa ou até mesmo maluca.
  • Você está sempre pedindo desculpas ao seu parceiro.
  • Você não entender por que, com tantas coisas aparentemente boas na sua vida, você não está mais feliz.
  • Você frequentemente cria desculpas para justificar o comportamento do seu parceiro para seus amigos e sua família (ou até para si mesma).
  • Você começa a esconder informações dos seus amigos e da sua família para que não tenha que explicá-las ou inventar desculpas.
  • Você sabe que algo está muito errado, mas nunca consegue expressar exatamente o que, nem para si mesma.
  • Você começa a mentir para evitar as distorções da realidade e ser posta para baixo.
  • Você tem dificuldade para tomar decisões simples sozinha.
  • Você sente que costumava ser uma pessoa muito diferente – mais confiante, mais divertida e mais relaxada.
  • Você está desesperançosa e sem ânimo.
  • Você julga que não consegue fazer nada certo.
  • Você se pergunta se é “boa o suficiente” como parceira.
Post original loveisrespect.org
Converse com seus amigos e familiares sobre suas percepções. Não se afaste de pessoas queridas para que não haja isolamento social e que sua rede de apoio exista. Procure ajuda profissional ao reconhecer sinais degaslighting que te afetem causando prejuízo emocional e psicológico.
Relacionamentos abusivos existem em relacionamentos héteros ou homoafetivos, e abusadores podem ser homens e mulheres. 
O número 180 da Central de Atendimento à Mulher de todo o Brasil dá informações sobre suporte a vítimas de abuso. Outros telefones: Espanha, ligue para 900 990 055, discar opção 1 e, em seguida, informar (em Português) o número 61-3799.0180. Portugal, ligar para 800 800 550, discar 1 e informar o número 61-3799.0180. Itália, ligar para 800 172 211, discar 1 e, depois, informar (em Português) o número 61-3799.0180.

Você não está só!


domingo, 10 de abril de 2016

Correntes Homeopáticas

  • Hahnemann 1755/1843 -> Homeopatia criada 1779 
OS UNICISTAS 
  • São princípios do próprio Hahnemann -> escola ortodoxa 
  • Já era discutido em 1796 -> a lei dos contrários das alopatia -> múltiplas substancias compostas e prescritas a um só tempo para o tratamento dos enfermos; 
  • Hahnemann lutava contra isso -> foco -> conhecer exatamente os efeitos de cada substância. 
  • Organon § 273 “um só simples e único de cada vez” 
  • O médico faz uma nova avaliação antes de indicar uma nova substância. 
  • Método indutivo experimental (particular para o geral); 
  • Observação dos fatos até a elaboração de hipóteses, teorias, princípios e leis. 
OS KENTISTAS
  • James T. Kent (1849-1916) 
  • Kent –Médico Americano – o interesse pela homeopatia surgiu após sua mulher ter uma grave doença. Ele negava que as doenças tinham origem bacteriana, acreditava que era exclusivamente espirituais. 
  • Hahnemann -> estudou apenas 130 remédios 
  • Kent -> organizou/sistematizou todos os outros que surgiram depois. Estavam desorganizados 
  • OS KENTISTAS - altas e altíssimas diluições. 
  • Eram unicistas: “a prescrição quase simultânea de dois medicamentos destrói o valor da observação.” Clarke 
OS PLURALISTAS
  • Ou alternistas – 2 ou mais medicamentos – ver página 36 (compêndio III) 
  • Indicam vários remédios conforme a sintomatologia no decorrer do dia, porém as doses são tomadas separadas. 
  • Uma homeopatia para cada sintoma 

OS COMPLEXISTAS

  • Prescreve simultaneamente no mesmo vidro 
  • São os que mais se distanciam dos princípios de Hahnemann 
  • Ver § 273 e § 274 do Organon 
  • Em um único vidro várias homeopatias 

Fica a dica do mestre: #ficadica

“UMA ÚNICA GOTA PODE CURAR”
“UMA ÚNICA GOTA PODE ADOECER”
Samuel Hahnemann

Prof. Tânia Rezende

As constituições Homeopáticas

Calcarea carbônica
  • Padrão de beleza dos séculos anteriores, formato quadrado, mais atarracados, mais baixos, socadinhos;
  • São pessoas mais equilibradas, demora adoecer, vive mais porque não dispensa energia;
  • Quase um monge budista;
  • Fraqueza nas pernas, dores nas pernas de idosos
  • Avarenta
  • Medo de cachorro
  • Rigidez – endurecimento
  • Obesidade
  • Grandes inteligências
  • Ansiedade para o futuro
  • Egocentrismo
  • Sensível à crueldade
  • Medo de ficar pobre
  • Grande medicamento da artrose.
  • Trabalha a distribuição de cálcio.
Calcarea fluorica
  • Constituição mais disforme, com as partes do corpo desarmônicas entre si;
  • Desenvolve todo tipo de má formação, tanto alma quanto corpo;
  • Tendem a marginalidade e autodestrutividade;
  • Esmaltes dos dentes
  • Desproporção
  • Anorexia
  • Tatuagens e piercins
  • Hiperlacidão ligamentar
  • Endurecimento de ossos e gânglios
  • Dentes irregulares
  • Instáveis Físico e Mental
  • Indecisos
  • Preferência por esportes radicais
  • Tropismo ósseo (osteófitos, hipercalcificação)
Calcarea phosphorica
  • Essencial ao crescimento dos ossos
  • Aparência delicada
  • Quebra de osso, fratura e o simphytum
  • Afetuosos, doces, debilidade.
  • Crescimento rápido
  • Crianças magras
  • Dentição tardia
  • Corpo harmônico
  • Necessidade de lavar as mãos
Prof. Tânia Rezende - anotações pessoais






sábado, 9 de abril de 2016

Matéria Médica - Aconitum, Agaricus, Alumina, Ambra grisea

Aconitum napellus
Aconitum


  • Para febre
  • Pessoas sensitivas
  • Para cólica do bebê
  • É a mais medrosa da MM
  • Para o bebê – 3CH – 1 glóbulo – dissolve numa colher e dá para criança
  • A angústia mental, a ansiedade, a agitação e o medo da morte são muito característicos. 
  • Doentes jovens e sangüíneos (que têm aumento da massa sanguínea), de vida sedentária, mãos quentes e pés frios, com agravação à tarde e à noite. 
  • Dores insuportáveis, alternadas ou associadas com entorpecimento e formigamento. 
  • Dores de ouvido. 
  • Sensação de peso doloroso por trás do esterno. 
  • Enfarte. 
  • Irregularidade menstrual produzida por medo; mulheres sanguíneas. 
  • O primeiro remédio em todas as moléstias agudas precedidas de arrepios e febre.
Agaricus muscarius
  • Para Parkinson
  • Parar tiques nervosos
  • Tremor essencial
  • Cacuetes, piscar, estalar a mandíbula, estalar a língua
  • Sobressaltos e contrações involuntárias das pálpebras e de vários músculos.
  • Nevralgia facial (como se agulhas de gelo picassem o nervo doente), língua trêmula (prejudicando a fala). Pestanejar nervoso. 
  • Perda de sangue pelas fossas nasais. 
  • Coceira nervosa no nariz, vermelhidão com comichão ardente dos ouvidos, pés e mãos como se estivessem queimados por geada. 
  • Frieira que coçam e ardem demais e erupções da pele. 
  • Excitação sexual cerebral, com impotência física.
Alumina
  • Tendência a marginalidade
  • Principal remédio da depressão pós-parto (não é para rejeição - Sepia) é para depressão, depois de césar o quadro dar arnica
  • Sempre começar no CH5
  • Memória débil para nomes e coisas
  • Adoram plantas Luéticas (plantas com espinhos)
  • Eficaz nas desordens nervosas crônicas. 
  • Dores de cabeça que melhoram com o calor. 
  • Entorpecimento dos membros, formigamento ao longo dos nervos. 
  • Corizas frequentes com ulcerações no nariz. Tosse espasmódica. 
  • Piora com o ar frio, depois de comer e ficando em pé.
Ambra grisea











  • Grande remédio para depressão e obesidade
  • Sensibilidade a música
  • Fezes lientéricas – saí tudo nas fezes
  • Tendência a obesidade
  • Para pessoas nervosas e agitadas, que sofrem de vertigens e têm poucas reações orgânica. 
  • Insônia em pessoas franzinas e fracas. 
  • Idosos que esquecem as coisas mais simples. 
  • Entorpecimento de partes do corpo. 
  • Tendência à queda de cabelo e unhas frágeis. 
  • Cãibras nas mãos. 
  • Sensação de frio na barriga. 
  • Tosse espasmódica.
#ficadica
Triuna da dor – CoffeaCruda, Aconitum, Chamomilla em CH 5

Prof. Tânia Rezende - Anotações pessoais

Miasmas



Principais Miasmas
Doenças Físicas
Nosódio da Doença Acima de 12ch
Medicamentos Miasmáticos
Constituições dos Miasmas
Medicamentos Constitucionais
Psora
Sarna
Psorinum
Sulphur
Carb/Sulphur
CalcCarb
Calcsulpf
Sicose
Não é câncer
Gonorréia
Medorrinum
Thuya
Atingem as três constituições
Ver o que predominano ser
Luetismo
Sífilis
Luesinum
MercuriusSolubilis
Fluórica
Calcaria Fluórica
Cancerinismo
Câncer
Carsinosinum
ConimMaculatum
Atingem as três constituições
Ver o que predomina
Tuberculinismo
Tuberculose
Tuberculinum
Phosphorus
Fosfórica
Calcaria phosphorica

Prof. Tânia Rezende. Anotações pessoais

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resultados positivos ajudam homeopatia a vencer mitos

Resultados positivos ajudam homeopatia a vencer mitos
Pesquisas e relatos de pacientes provam que remédios não são placebo

RAQUEL SODRÉ

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Família.Márcia (centro) trata as filhas Raquel (esq.) e Laura com homeopatia desde a primeira infância, sempre com bons resultados



“Bolinhas” doces, gotinhas e pacotinhos de pó. Muita gente ainda acha que tudo isso é pura superstição, mas atrás dessas apresentações pouco usuais podem estar guardados remédios poderosos. São os medicamentos homeopáticos, que, apesar de reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), ainda são rodeados de mitos.

Os contrários a ela sempre alegam que os remédios homeopáticos não passam de placebo – substância neutra que só tem efeito psicológico. Mas, além de pesquisas homeopáticas – que obedecem a uma metodologia diferente das de pesquisas científicas tradicionais – comprovarem a eficácia, o relato dos pacientes é, em si, uma prova.

A maquiadora Márcia Damasceno, 40, usa a homeopatia há cerca de 20 anos. “Eu tinha uma dermatite atópica que não se resolvia com nada. Já havia ido a vários médicos, tomado medicamentos à base de corticoide e nada adiantava. Comecei a tratar com a homeopatia, e nunca mais tive isso”, conta.

Com os resultados positivos, ela passou a tratar também as filhas, Raquel, 20, e Laura Damasceno, 8, com a técnica. “Agora, não espero a coisa ficar mais séria. Fico mais atenta aos sinais, e, quando percebo alguma alteração, recorremos à homeopatia para equilibrar o organismo”, afirma. Ela costuma recorrer à técnica para questões emocionais, alergias e alguns tipos de dores.

Segundo o homeopata Túlio de Faria Pereira, professor e diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Terapias Naturais e Homeopatia Clássica (Ihon), a crença na terapia tem seu papel, mas não é determinante. “A fé sempre ajuda no tratamento, mas a ativação da energia vital do paciente, promovida pela homeopatia, acontece independentemente da fé”, declara.

O tempo do efeito dos remédios é outro ponto comum de críticas, pois costuma-se pensar que a homeopatia demora a trazer resultados. Mas isso depende do que deverá ser tratado. “O processo de cura homeopático tem um caminho a ser percorrido. Os casos mais agudos terão uma cura mais rápida do que com antibióticos, por exemplo. Mas, se a pessoa tem uma artrite reumatoide há 20 anos e já tomou vários remédios para camuflar a dor, o tratamento homeopático vai demorar mais tempo para desfazer esse mal”, explica o homeopata Mário Antônio Cabral Ribeiro, sócio-fundador e coordenador da Associação Médica Homeopática de Minas Gerais (AMHMG).

A homeopatia pode – e deve – ser associada aos medicamentos alopáticos. Essa combinação de tratamentos, segundo os especialistas, traz muitos benefícios aos pacientes. “A pessoa fica melhor do que estava antes (só com a alopatia), conseguindo viver melhor”, afirma Ribeiro. O principal motivo para essa melhora, segundo ele, é o fato de a homeopatia ter uma visão do paciente como um todo, e não só dos sintomas que ele sente. “O medicamento homeopático é para o doente, e não para a doença”, afirma o homeopata.

Serviço
Cursos. Interessados em homeopatia podem se informar mais no Ihon (www.ihom.com.br, ou 31 3514-6060) e na AMHMG(www.amhmg.org ou 31 3446-0087)

Substâncias tratam animais e plantas
Mais conhecida para o tratamento de pessoas, a homeopatia também tem sido usada em animais de pequeno e grande porte, em plantas e até no tratamento do solo.

“As plantas e o solo recebem muito bem a homeopatia. Normalmente, ela é utilizada para uma maior produtividade das espécies e maior resistência a pragas. Para os animais, há grandes indústrias de medicamentos homeopáticos, principalmente para o gado”, conta o terapeuta Túlio de Faria Pereira, professor e diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Terapias Naturais e Homeopatia Clássica (Ihon). Os remédios são usados para aumentar a imunidade dos animais e para combater pragas, como carrapatos e vermes.

Na clínica Cães e Amigos, a veterinária Teresa Cristina Brini faz consultas homeopáticas para animais de pequeno porte. “Nesses casos, estamos lidando com um ser da casa. Então, posso ser mais abrangente e atuar não só na doença, como também em situações de comportamento”, explica ela.

De acordo com a veterinária, é possível resolver questões de ansiedade, agressividade, medos e outros desvios comportamentais nos bichinhos. “A doença, muitas vezes, é uma reação física a algum fator emocional”, diz.


Fonte: www.otempo.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Homeopatia tira da própria doença a substância para a cura das pessoas

Sistema medicinal alternativo, homeopatia utiliza o princípio da similitude para restabelecer equilíbrio vital do indivíduo.Autor(a): Tiago Moreira
Desde a juventude, seu Jorge Antônio Pereira sempre preferiu os remédios "mais naturais possíveis". Há cerca de 18 anos, precisando tratar uma labirintite e uma dor ou outra no corpo, ele desviou da medicina convencional e foi buscar a ajuda de um homeopata. "Um remédio comum ajuda de um lado, mas atrapalha de outro", acredita o senhor de 81 anos, que toma todo dia cerca de cinco gotinhas de quatro frascos diferentes. Já sua esposa, Delfina Sartori Pereira, 80, sofria com os severos efeitos colaterais da quimioterapia e também buscou auxílio na homeopatia. "Ajudava a cortar o veneno da quimio", afirma ela.

Há relatos de que os gregos já praticavam a homeopatia, mas a história deste sistema medicinal alternativo começou a ser escrita de fato em 1790. Descontente com os tratamentos de sua época, o médico alemão Samuel Hahnemann resolveu experimentar em si mesmo a quinina, utilizada no tratamento de malária e arritmias cardíacas, e sentiu os sintomas como se estivesse sofrendo um ataque de febre intermitente. "Essa experimentação permitiu reformular o princípio da similitude: o semelhante com o semelhante se trata", explica Andrea Furlan, farmacêutica da Natural Via.

Grosso modo, o princípio da similitude significa que o que causa mal a alguém "saudável" pode curar alguém doente. Isso porque a homeopatia não enxerga a doença de forma isolada. "Na homeopatia, a origem da doença é causada por um desequilíbrio da força ou energia vital que anima todo o ser. Essa força vital conserva a saúde ao manter todo o organismo funcionando de modo equilibrado e harmonioso", esclarece Andrea.

Características

O medicamento homeopático se caracteriza pelas dinamizações (quando a substância original é diluída e agitada). É receitado após uma consulta médica específica, portanto, é único para aquele quadro e para aquele momento.

Para ter acesso à receita, seu Jorge precisou passar por uma "investigação médica", também conhecida como anamnese, para tentar descobrir a origem dos sintomas. "O médico pergunta tudo, desde quando você se conhece por gente", conta ele. "A evolução de cada paciente deve ser acompanhada de perto para que, a qualquer momento, se altere o medicamento se necessário", acrescenta a farmacêutica Cláudia Furlan.
A homeopatia é bastante indicada para problemas do trato gastrointestinal, ginecológicos, dermatológicos, respiratórios e falta ou expressão exagerada de "resistência" (infecções virais e bacterianas frequentes e doenças alérgicas), além de problemas emocionais como a depressão. 

Tratamento 

O efeito do medicamento homeopático depende da natureza da doença - se ela é aguda (recente) ou crônica (persistente). "Nos casos agudos, o alívio pode ser sentido poucos minutos após utilizar o medicamento e a primeira dose pode curar a doença completamente. Nos casos crônicos, pode demorar mais para se obter uma resposta", sublinha Andrea.

Também, de acordo com a farmacêutica, pode ser empregada com segurança em qualquer idade, até mesmo em recém-nascidos ou pessoas com idade avançada. Não são conhecidas quaisquer restrições de seu uso como auxiliar nos tratamentos convencionais, e vice-versa.

"Algumas vezes, durante o tratamento, pode ocorrer uma piora dos sintomas. Essa agravação inicial é geralmente um bom sinal e significa que o seu corpo está respondendo ao medicamento. Embora os sintomas físicos possam piorar por um período curto, a pessoa como um todo irá começar a se sentir melhor", pondera Andrea.

Utilização e conservação 

O modo de utilização e conservação do medicamento pode interferir no resultado do tratamento, pois seu efeito pode ser alterado ou anulado em função de diversas situações. "A presença de gostos fortes na boca provenientes de cremes dentais ou enxaguatórios bucais, chás, balas, café ou alimentos interferem na ação dos medicamentos, sendo recomendado administrar com intervalos de 30 minutos", comenta Andrea.

Produtos à base de cânfora, mentol e/ou salicitato de metila (Gelol, Vick Vaporub, pomada Minâncora, Massageol, gel para massagem, Doutorzinho, gel analgésico etc.) não devem ser utilizados, pois anulam o efeito dos medicamentos homeopáticos. "Não se sabe ao certo como esta inibição acontece, mas um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Marília (Famema), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), confirma que a cânfora inibe a ação de medicamentos homeopáticos. O mesmo vale para o café, pelo menos até que seja evidente que o remédio receitado está correto", alerta Andrea.

Os medicamentos de forma líquida devem ser utilizados diretamente debaixo da língua, evitando que o conta-gotas ou tampa do frasco toquem a boca para que não haja contaminação. Os glóbulos, pastilhas ou comprimidos devem ser colocados na tampa e, desta, direto à boca.

Quanto ao armazenamento, deve ser mantido em sua embalagem original e não deve ser colocado junto ou próximo a aparelhos como televisão, rádio, geladeira, micro-ondas, computador, celular e imãs, ou locais com cheiro forte, como gavetas e armários com perfumes, sabonetes, produtos cosméticos, de limpeza ou à base de cânfora e mentol, naftalina e condimentos.

Nas viagens de carro, recomenda-se o armazenamento dos frascos em sacolas térmicas ou caixas de isopor, pois o sol e o calor podem danificar os medicamentos. Também devem ser mantidos fora do alcance das crianças, não devem ser indicados a amigos ou parentes, nem se automedicar, pois esses remédios são individualizados.



Medicina alternativa ou pseudociência?

A homeopatia é utilizada como tratamento alternativo em 80 países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a sua prática como medicina alternativa e complementar. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e é utilizada pelo Sistema Único de Saúde desde 2006.

Ainda assim, é vista por parte da medicina como pseudociência. Para a farmacêutica Andrea Furlan, a homeopatia é um sistema terapêutico com linguagem e abordagem própria e peculiar, existindo há mais de 200 anos, se mantendo pelo seu alto grau de efetividade na obtenção da cura e na promoção de saúde de muitas gerações. "Os seus excelentes resultados conferiram-lhe uma alta aceitação popular. Ela é vista pelas populações que dela fazem uso como uma terapêutica eficaz, segura e desprovida de efeitos colaterais adversos, cumprindo o seu papel na promoção e manutenção da saúde através de seus resultados."

A farmacêutica pondera, entretanto, que não é tão fácil chegar ao medicamento que curará o paciente. "Isso exige do médico muita sensibilidade e conhecimento e participação ativa do paciente, pois só ele é capaz de expressar seguramente aquilo que sente. Ao médico caberá avaliar, valorizar, hierarquizar e decidir quais serão os sintomas dignos de se levar em consideração para prescrição do medicamento mais apropriado", afirma.

Os medicamentos homeopáticos são produzidos segundo uma farmacotécnica própria, devendo ser manipulados pelo farmacêutico homeopata, cuja missão principal é fabricá-los de forma pura e perfeitamente correta. "Não adianta escolher um excelente profissional homeopata para realizar uma consulta se no momento do preparo do medicamento não forem seguidas as técnicas de preparo necessárias", observa Cláudia Furlan, também farmacêutica.

A eficácia de um tratamento homeopático, concluem as farmacêuticas, é resultado de uma consulta bem conduzida pelo médico aliada ao medicamento corretamente produzido pelo profissional farmacêutico. "Estas duas etapas são fundamentais no resultado esperado: a cura."

fonte: http://www.jornaldebeltrao.com.br/

domingo, 25 de outubro de 2015

Correlação entre ansiedade e depressão



Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados em abril, 350 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam quadro depressivo. Esses estados depressivos são diagnosticados considerando a sintomatologia apresentada e o período de tempo das ocorrências. A depressão apresenta alguns sintomas por um espaço de tempo superior a 6 meses, como: irritabilidade, insônia ou sonolência excessiva, sentimento de culpa, sentimento de inutilidade ou fracasso, choro sem razão aparente, tristeza persistente e desânimo ao realizar atividades que antes lhe eram prazerosas.

Embora esse quadro depressivo seja o estado no qual o indivíduo se encontra neste momento, é importante investigar como foram as primeiras vezes nas quais os sintomas se instalaram. Em grande parte dos casos esse fato passa despercebido, devido ao ritmo de vida agitado que levamos, não percebemos que uma dor de cabeça ou no corpo pode estar associada a ela, bem como aquilo que julgo como alterações de pressão arterial ou do índice glicêmico, podem ser sintomas iniciais de ansiedade que geralmente antecede ao quadro depressivo.


A ansiedade é necessária para mover-nos no nosso dia a dia, sentimos ansiedade antes de uma entrevista de emprego, antes de uma prova ou diante de algum acontecimento marcante em nossas vidas, o problema ocorre quando ela torna-se descontrolada e apresenta sintomas que interferem nos afazeres diários como trabalho e vida social, sendo que na maioria das vezes não sabemos qual sua origem, trata-se então do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) que apresenta sintomas como: falta de ar, palpitações, taquicardia, aumento da pressão arterial, náuseas, tremores, alteração nos hábitos intestinais, sensação de desconexão da realidade, aperto no peito, dores musculares, dores de cabeça e sensação de medo intenso causando pânico.

Vem então o medo de sentir medo, que faz com que o indivíduo deixe de ir a locais públicos que geralmente são os primeiros locais onde a crise ansiosa se manifesta. Em decorrência das crises ocorrem pensamentos de impotência e descontrole quanto as emoções, gerando isolamento social e labilidade emocional, seguido por comportamentos evitativos como forma de autopreservação o que leva a pessoa a depressão devido a perda de identidade que vivencia juntamente com a TAG.
Em outros casos, devido a sintomatologia apresentada, o paciente é diagnosticado com doenças físicas, e percebe que não se trata de algo físico quando a medicação prescrita não faz efeito e que os sintomas continuam a ocorrer de forma mais intensa.


O tratamento para a TAG em alguns casos inclui sessões de Reiki e o uso de florais, a prática de atividades físicas como a yoga ajuda a liberar serotonina (hormônio do bem-estar), bem como a psicoterapia e o uso de medicação ansiolítica ou antidepressiva para controlar os sintomas, quando o indivíduo já não consegue exercer suas atividades cotidianas.
Embora o tratamento medicamentoso traga efeitos rápidos para o indivíduo, devido a recaptação de serotonina, é indispensável o atendimento psicoterapêutico , pois através da psicoterapia é possível chegar a raiz do problema, através de mecanismos que despertem para a cura do estado ansioso devido a ressignificação e reconstrução da identidade do cliente, basta um olhar humanamente diferenciado para a angústia do outro.
Ao investigarmos os fatores que levam a TAG tem-se geralmente algum processo de ruptura como base e aquilo que afeta a psique exige de nós autoconhecimento e a vontade da cura, uma cura que não vem por meio apenas de medicação, mas da força de vontade e a busca por ela.
A pessoa que vivencia tanto a TAG quanto o quadro depressivo entende a importância de viver um dia de cada vez, a importância de recomeçar, de controlar a respiração e os pensamentos, se tornando a cada dia mais consciente de que para tudo existe um caminho de cura. Pois, “faz parte da cura o desejo de ser curado” – Sêneca.

http://www.patriciahornburg.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mulher relata parto com menos dor após uso de técnicas de hipnose

Cintia Baio

  • Arquivo Pessoal
    Clarissa (na foto com o marido) aprendeu hipnose e usou as técnicas no parto da filha
    Clarissa (na foto com o marido) aprendeu hipnose e usou as técnicas no parto da filha
    O trabalho de parto da advogada Clarissa Homsi, 44, durou pouco mais de três horas e foi, nas palavras da própria, "tranquilo", em grande parte por causa das técnicas de auto-hipnose.

    "Fiquei boa parte do tempo ouvindo um CD de relaxamento e fazendo as visualizações que aprendi no curso. Pari praticamente sozinha, no banheiro de casa, e tive umas seis contrações fortes. Estava completamente consciente e me sentia no controle de tudo. Doeu, mas nada que me fizesse ir para o hospital ou pedir anestesia, como foi na primeira gravidez."

    No sétimo mês de gestação, uma amiga de Clarissa sugeriu que ela lesse um livro e fizesse um curso sobre hipnose. A obra em questão era "Hypnobirthing – the Mongan Method" ("Hipnonascimento - o Método Mongan", em livre tradução do inglês), escrito pela hipnoterapeuta americana Marie Mongan, criadora da técnica que busca, por meio da auto-hipnose, visualizações e respirações, deixar a mulher relaxada, concentrada e confiante para o parto.

    "O objetivo é fazer a gestante perceber que parir é algo totalmente natural e que o corpo sabe fazer isso muito bem", afirma Lúcia Junqueira, fisioterapeuta, doula e responsável pelos cursos de "hypnobirthing" no Brasil.

    A técnica, ainda tímida no Brasil, mas bastante utilizada em outros países desde 1880, está longe de ser como a que costumamos ver na TV, com alguém em transe, inconsciente e executando ordens de quem a hipnotizou.

"Isso é clichê. A mulher fica completamente consciente e controla todo o trabalho de parto. O que fazemos é ensinar a auto-hipnose para a gestante", diz o obstetra e hipnoterapeuta Osmar Ribeiro Colás, especialista no assunto.

Segundo Colás, durante o pré-natal, a grávida frequenta sessões ou faz um curso breve no qual são ensinadas técnicas de respiração, relaxamento e visualização, que induzem à auto-hipnose.

"É possível usar o recurso apenas no momento do parto, em vez das sessões no pré-natal, mas existe um número muito pequeno de profissionais capacitados. Por isso, o mais comum é a auto-hipnose. A ideia é a gestante aprender sozinha a controlar sua dor, que continua a existir, mas que pode ser menor e interpretada de outra maneira", fala o obstetra.

Um curso do tipo dura 12 horas e meia, geralmente é feito em grupo e custa R$ 990 (gestante e acompanhante). Nele, a mulher aprende as técnicas de controle para cada momento do parto e como encará-lo de maneira positiva. De acordo com Lucia, o ideal é que ele seja feito a partir da 14ª semana de gestação.

Eficiência varia
Segundo especialistas consultados, a mulher é quem decide se quer ou não a presença do profissional na hora do parto. Eles afirmam que, na maioria das vezes, a participação não é necessária. "Nosso trabalho é deixar a mulher confiante para fazer sozinha", diz o psicanalista Luciano Sampaio, de Fortaleza. Para ele, em alguns casos, a hipnose pode reduzir a dor pela metade. "O importante é conversar com alguém do corpo clínico, como o obstetra, anestesista ou enfermeira para que eles estejam cientes das técnicas."

No Brasil, a prática de hipnose é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, de Odontologia, de Psicologia, de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional.

Para a anestesista Monica Siaulys, o grau de eficácia da técnica depende muito de características individuais de cada paciente e de cada gestação. "O que funciona para uma paciente não necessariamente funcionará da mesma forma para outra ou até mesmo para mesma paciente, em uma outra gestação."
Fonte: mulher.uol.com.br

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